O universo da Apple está em constante movimento, dividindo a atenção dos usuários entre as promessas de atualizações futuras e a necessidade de dominar as ferramentas que já temos em mãos. Nesta semana, a empresa liberou as primeiras versões beta para desenvolvedores do iOS 26.4, iPadOS 26.4 e macOS 26.4, seguidas rapidamente pelas versões de testes públicas. Historicamente, essas atualizações de meio de ciclo costumam trazer um pacote substancial de refinamentos e novos recursos. Ao mesmo tempo, a proteção dos nossos dados diários continua sendo uma prioridade, o que nos leva a olhar com mais atenção para o gerenciador de senhas nativo dos dispositivos da marca.

O que esperar das atualizações 26.4

Vasculhar as versões beta é sempre um exercício de antecipação. Embora essas prévias possam conter instabilidades e bugs — o que exige cautela na hora de instalá-las em dispositivos de uso principal —, elas nos dão um vislumbre claro do que a versão final trará nos próximos meses. Entre as novidades testadas, assinantes do Apple Music poderão aproveitar o “Playlist Playground”, uma ferramenta que gera listas de reprodução a partir de comandos de texto. O aplicativo Podcasts finalmente ganhará suporte nativo a formatos em vídeo, e o Freeform receberá a versão Creator Studio, permitindo a inserção de imagens geradas por inteligência artificial e o acesso a um banco de imagens próprio da Apple.

Por outro lado, uma ausência notável continua frustrando expectativas. A promessa de uma Siri mais inteligente, feita inicialmente no lançamento do iOS 18 em 2024, continua sendo adiada. O lançamento estava previsto para algum momento deste ano de 2026, mas a Apple parece ter decidido empurrar o recurso para a versão 26.5 ou até mesmo para a grande atualização de outono do iOS 27, sob a justificativa de que a assistente ainda não atingiu os padrões de qualidade exigidos pela empresa.

Controle de bateria e avanços nas mensagens

A atenção aos detalhes de hardware também marca esta rodada de atualizações. No macOS 26.4, a Apple introduziu um novo controle deslizante para o limite de carga da bateria. Diferente da função de carregamento otimizado lançada no Big Sur, que aprendia a rotina do usuário para limitar a carga a 80%, a nova ferramenta permite estipular manualmente um limite máximo entre 80% e 100%, com incrementos de 5%. Evidências práticas apontam que limitar a carga pode prolongar a vida útil do componente, cabendo ao usuário decidir se o sacrifício de um pouco de autonomia diária vale a pena a longo prazo. Curiosamente, ativar esse limite manual na versão beta atual não desativa o carregamento otimizado padrão, o que ainda não se sabe se é um bug temporário ou uma decisão de design.

No campo da comunicação, a Apple está dando os primeiros passos para criptografar mensagens RCS. O histórico de resistência da empresa em adotar o protocolo usado por celulares Android é bastante conhecido, mantendo usuários restritos ao antigo padrão SMS nas conversas entre plataformas diferentes. A versão 26.4 começa a testar a criptografia de ponta a ponta para o RCS, pulando para a versão 3.0 do Universal Profile. No entanto, o avanço é cauteloso: por enquanto, essas mensagens criptografadas funcionam apenas entre dispositivos Apple, identificadas por um ícone de cadeado. O recurso oficial para o público só deve chegar em uma futura atualização de software.

Onde moram as suas senhas?

Enquanto aguardamos a estabilidade dos novos sistemas, garantir a segurança das informações atuais é indispensável. A Apple oferece um recurso robusto de proteção para iPhone e Mac chamado Senhas do iCloud, ou iCloud Keychain, introduzido originalmente no distante iOS 7. Ele armazena não apenas credenciais de sites e redes Wi-Fi, mas também dados de cartões de crédito para preenchimento automático.

Muitas pessoas utilizam a função diariamente sem saber exatamente onde esses dados ficam guardados. Localizar esse cofre digital é um processo bastante simples e direto. Basta procurar pelo aplicativo Senhas no seu dispositivo, desbloquear a tela com o Face ID, Touch ID ou seu código de acesso e navegar pelas categorias. Ali dentro, você pode visualizar detalhes de sites específicos, alterar credenciais indo na opção de edição, ou excluir o que não é mais necessário.

Para os donos de aparelhos que ainda rodam o iOS 17 ou versões anteriores, o caminho é ligeiramente diferente. A porta de entrada fica no aplicativo Ajustes. Rolando a tela um pouco para baixo, você encontrará a aba Senhas, onde a mesma autenticação biométrica ou por código será solicitada para liberar o acesso aos seus dados.

Atalhos e resolução de problemas

A integração do sistema permite atalhos convenientes. Você pode simplesmente acionar a assistente virtual e dizer “Mostre as minhas senhas”, ou ser ainda mais direto perguntando qual é a sua senha de um aplicativo específico. Em telas de login, o botão de preenchimento automático agiliza todo o processo, mas se precisar copiar a informação para usar em outro dispositivo, o aplicativo Senhas permite fazer isso com um simples toque na conta desejada.

Às vezes, uma senha parece ter desaparecido. Nesses casos, a primeira etapa é verificar se a visualização está filtrando apenas um grupo específico; certifique-se de selecionar a opção para ver todas as chaves cadastradas. Outro ponto de atenção é a pasta de itens apagados, acessível tanto no app nativo quanto na aba de Ajustes dos sistemas mais antigos. Se você possui mais de um aparelho da marca, confirmar se as Chaves do iCloud estão ativadas para sincronização é fundamental. Existe também um detalhe sobre grupos de compartilhamento: senhas movidas para esses grupos só ficam visíveis em dispositivos que rodam o iOS 17 ou versões mais recentes, o que explica possíveis ausências ao trocar de um celular novo para um modelo desatualizado.