Embora a Apple mantenha sua tradição de não revelar números exatos da ficha técnica durante os lançamentos, documentos de homologação recém-descobertos lançaram luz sobre a real capacidade energética da linha iPhone 15. A bateria de fato cresceu em relação aos antecessores, mas quem esperava um salto significativo pode se decepcionar. Dados provenientes de um órgão regulador chinês confirmam que o aumento de capacidade em todos os modelos foi marginal, servindo mais para compensar o consumo dos novos componentes do que para estender efetivamente o tempo de uso longe da tomada.
Ajustes técnicos para manter a autonomia
O incremento de energia gira em torno de apenas 2% na comparação com a família iPhone 14. O iPhone 15 padrão, por exemplo, agora conta com 3.349 mAh, uma alta de 2,13%, enquanto o modelo Pro Max atingiu 4.422 mAh. Na prática, esse ganho invisível tem um objetivo claro: garantir que a autonomia permaneça inalterada. Segundo as promessas oficiais da empresa, o modelo Pro Max consegue segurar até 29 horas de reprodução de vídeo, enquanto o iPhone 15 Plus alcança 26 horas. Já as versões 15 e 15 Pro ficam na casa das 20 e 23 horas, respectivamente.
Entretanto, um gargalo persiste. Mesmo com baterias ligeiramente maiores, a velocidade de recarga continua estagnada. A recomendação de uso de carregadores de 20 watts mantém os aparelhos da Apple consideravelmente mais lentos para encher o tanque do que concorrentes diretos, como o Galaxy S23 Ultra, que já opera com protocolos de carga muito mais velozes.
O horizonte de 2026: iPhone Dobrável e mudanças na linha 18
Enquanto a geração atual lida com ajustes finos de hardware, o futuro da Apple parece reservar mudanças estruturais mais profundas. De acordo com novas notas do analista Jeff Pu para investidores, a empresa prepara uma reestruturação significativa para 2026. O destaque fica por conta do aguardado “iPhone Fold”. Contrariando a tendência dos modelos atuais, esse dispositivo dobrável deve abandonar o Face ID em favor do Touch ID, sugerindo uma abordagem diferente para a segurança biométrica nesse novo formato.
Além do dobrável, a estratégia de lançamento da linha iPhone 18 deve ser fragmentada. A previsão é que apenas os modelos iPhone 18 Pro, 18 Pro Max e o novo dobrável sejam lançados no outono de 2026. Já o modelo base, juntamente com variantes como o iPhone 18e e o iPhone Air 2, ficariam para a primavera seguinte.
Aposta em IA para contrariar a retração do mercado
Essas movimentações ocorrem em um cenário macroeconômico desafiador. Pu projeta que o mercado global de smartphones deve encolher cerca de 4% em 2026, pressionado pelos custos de memória e pela demanda morna no setor de entrada e intermediário do Android. A Apple, contudo, deve nadar contra a corrente. A estimativa é que a empresa envie 250 milhões de unidades naquele ano, garantindo um aumento de 2% ano a ano e elevando sua participação de mercado para 21%.
Para sustentar esse crescimento, a aposta será pesada em inteligência artificial. O roteiro tecnológico aponta para a adoção do silício N2 e um aumento robusto de memória, com toda a linha iPhone 18 equipada com 12 GB de RAM LPDDR5. Essa especificação técnica não é por acaso: ela será fundamental para suportar as cargas de trabalho de IA processadas diretamente no dispositivo, marcando a próxima grande fronteira de desempenho para a gigante de Cupertino.